Liga das Nações - Masculino

  • Crédito: FIVB

    Aleksandar Atanasijevic atuando pela Sérvia.

Atanasijevic está ansioso pela VNL 2019

Sérvio não vê a hora de estrear na VNL 2019, em casa
Por: Redação e assessoria FIVB - 04/03/2019 08:54:27

"A única coisa melhor do que jogar um torneio VNL em casa seria jogar dois torneios VNL em casa", disse Aleksandar Atanasijevic ao site oficial da FIVB(Federação Internacional de Voleibol). A grande estrela da Sérvia está realmente ansioso pela segunda edição da Liga das Nações de Voleibol da FIVB.

No primeiro fim de semana da VNL deste ano, de 31 de maio a 2 de junho, a Sérvia sediará um torneio da fase classificatória, com os dois finalistas de 2018, Rússia e França, além do Japão. “Será um grande evento, porque as pessoas na Sérvia gostam de vôlei. A quadra estará cheia e, para nós, jogadores, será um prazer jogar em casa”, disse o oponente de 2m de altura, natural de Belgrado.

Em 2018, a Sérvia terminou em quarto na fase preliminar e em quinto na final, disputada em Lille, na França. “Foi um bom resultado. Havia apenas grandes equipes à nossa frente e deixamos para trás outras gigantes, como a Itália e Polónia. Estamos satisfeitos. Nossa meta para 2019 é vencer o maior número de partidas possível, avançar para a fase final e obter um bom resultado lá. Será muito difícil, porque há muitos jogos e muitas viagens para longe da Sérvia, mas temos uma boa equipe e podemos lutar contra todos. Eu gosto desta competição, porque você joga contra os melhores times e os melhores jogadores e isso sempre ajuda você a melhorar seu desempenho”.

Depois da VNL 2018, a Sérvia fez as semifinais do Campeonato Mundial da FIVB, mas não conseguiu uma medalha. Individualmente, Atanasijevic foi o sexto melhor pontuador e o sexto melhor atacante do torneio. “Estávamos sonhando em ganhar uma medalha no Campeonato do Mundo e terminar em quarto depois de três meses de preparação foi uma das piores derrotas da minha vida. Foi realmente decepcionante, mas mostramos que podemos lutar com os melhores times do mundo”, disse o jogador de 27 anos. “O desempenho individual não é tão importante, então eu nunca presto muita atenção a esses rankings. O mais importante é continuar ganhando com sua equipe”.

Atanasijevic, também conhecido por seu apelido Bata, teve uma fantástica temporada de 2017-2018, tanto com sua seleção como com a sua equipe italiana, o Perugia. Bata e seus companheiros ganharam o Campeonato Italiano, a Copa da Itália e a Supercopa da Itália, além do bronze na Europa. Ele foi nomeado MVP da Serie A1 e da Copa da Italia. Nesta temporada, o time do Perugia já defendeu a taça da Copa Itália; eles ganharam a Champions League invictos e lideram a classificação na liga italiana.

“Honestamente, estou vivendo meu sonho no Perugia! Eu vim pra cá há seis anos. O clube não estava entre os melhores, mas estamos crescendo. Agora somos um dos times mais fortes da Europa e é um grande prazer fazer parte dele. Espero que este ano consigamos ouro na Champions League. Este é o grande objetivo de toda a cidade e de todos os torcedores que nos apoiam”, continuou Atanasijevic.

Como ele lida com a pressão de jogar ao lado de alguns dos maiores nomes do mundo do vôlei? “Há uma diferença entre pressão positiva e negativa. Essa pressão é realmente positiva. É mais fácil jogar ao lado de jogadores como esses, porque eles estão prontos para assumir a responsabilidade, mesmo que você não esteja tendo um bom dia”, respondeu Atanasijevic.

“Meus companheiros de sonho? Eu já os tenho. Então eu diria Luciano De Cecco, Marko Podrascanin, Fábio Ricci, Wilfredo Leon, Filippo Lanza e Masimo Colaci, porque passamos todos os dias na academia juntos e acho que eles são ótimos caras, sempre dando 100%. Eles são os melhores jogadores do mundo e eu os respeito muito”.

Ocupado como ele é com sua carreira profissional, Atanasijevic consegue dedicar tempo para retribuir. Ele e o libero sérvio Nikola Rosic realizam um acampamento de voleibol internacional para crianças. “Nós começamos há quatro anos. Nós queríamos ajudar os jovens esperançosos a se desenvolverem. É um grande prazer trabalhar com as crianças. Este ano provavelmente teremos 300 delas com o desejo de melhorar. Os acampamentos de voleibol podem ajudar muito, porque em 10 dias os bons treinadores de voleibol lhes ensinam muitas coisas que você não conhecia antes”.

A namorada de Bata, a búlgara Elitsa Vasileva, também joga profissionalmente para um forte clube italiano. Espera-se que a grande estrela do voleibol feminino búlgaro se junte à sua seleção para a estreia da Bulgária na VNL 2019.

"Estamos separados por uma hora de carro, então nos vemos uma vez por semana. É perfeito porque podemos nos concentrar em nosso principal trabalho, o voleibol e, no final de semana, podemos passar um ótimo tempo juntos. E eu não vejo muito o voleibol como um trabalho. Vejo isso como um grande prazer e acho que é o melhor trabalho do mundo que se pode ter”, acrescentou Atanasijevic.

“Para um jogador, o mais importante é ter o apoio da família. Eu tenho sorte que meus pais e meu irmão estão comigo 100%. Eles acompanham todos os jogos e o apoio que me dão é muito importante para mim", finaliza o sérvio.

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