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  • Crédito: Reprodução/CBV

    Jogador, que atua na Itália, reclamou da falta de equilibrio na Superliga.

"No Brasil, sentimos falta de jogos mais disputados", diz Bruninho

Em entrevista ao Lance!, levantador também projetou os Jogos de Tóquio-2020 
Por: Bruno - 29/12/2019 09:16:26

 

O levantador do Lube Civitanova e da seleção brasileira Bruninho projetou os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Em entrevista ao diário Lance!, ele citou o equilíbrio entre seis seleções na briga pelo ouro. 

 

“É um cenário internacional muito equilibrado. Tem pelo menos seis times que aparecem com chances de medalha de ouro: Estados Unidos, Itália e Sérvia ou França, dependendo de quem levar a vaga no qualificatório europeu, em janeiro”, afirmou o capitão da seleção, campeão olímpico nos jogos do Rio em 2016. 

 

“Em uma competição rápida como essa, de duas semanas, tudo depende de como cada um chega, na parte física e mental. Sem dúvida, será a Olimpíada mais equilibradas de todos os tempos no vôlei”, completou o jogador, que foi um dos protagonistas do título conquistado pelo time de Bernardinho em 2016. 

 

O nível técnico das equipes brasileiras foi alvo das queixas de Bruninho. O jogador citou a falta de profissionalismo dos clubes aqui no país. “Temos muito a melhorar. Em nível técnico, existe uma diferença bastante grande entre os principais times e os menores, sobretudo em relação ao orçamento”, avaliou. 

 

“É algo que, aqui na Itália, é mais equilibrado. Lógico que há quatro times investindo mais, mas os menores conseguem fazer bons elencos, com um investimento justo. Isso gera um equilíbrio e desperta um interesse maior do público, afinal temos jogos disputados em todos os finais de semana. No Brasil, sentimos falta disso”, seguiu o jogador, que lembrou os casos do Botafogo e do América-MG.

 

Enquanto os cariocas encerraram suas atividades no vôlei, os mineiros liberaram seus jogadores para procurar novas equipes.  “Vemos equipes com muitos problemas financeiros, que deixam a Superliga na última hora, como este ano, ou que se inscrevem na última hora, ou que chegam com apenas oito atletas para uma partida. Ainda pecamos por esse amadorismo. Acredito que a CBV esteja pensando na melhoria da competição. Eles estão tentando”, seguiu Bruninho.

 

“Temos de agir, não brigando, mas incentivando a entidade a melhorar isso. Passamos por um momento de dificuldade no país inteiro. É difícil querermos investimento só para o vôlei. Há tanto a melhorar, que às vezes falta apoio para o esporte. Faz parte da crise do país. Mas a questão organizacional dos clubes é fundamental. Eles têm de ser mais profissionais, como vejo aqui. Estamos bem atrás”, concluiu.

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